sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Dor e morte

Senti uma dor incomparável, e sempre quando se tem dor, você não pensa em mais nada, só na morte e o quanto de tempo te resta.

Minha dor, aquela dor, me fez lembrar que eu quero viver, eu sempre quero viver, por mais que eu pense em morrer, eu só quero viver.

Estou desinspirado hoje, e não leve em conta as palavras que eu inventar, porque vai existir algumas que não possuem vínculo com o Aurélio, o dicionário. Beleza?
Mas voltando ao quesito da dor... eu meio que gelei, pra falar a verdade, eu me senti frio como um iceberg, e me contorci naquela cama com uma coxa de veludo com desenhos de onça. Estava sozinho, naquele momento me senti sozinho, e realmente estava, porque não havia ninguém além de mim, em casa. Mas me refiro a solidão da alma e do sofrimento que se passa. Parafraseando meu personagem favorito de todos os tempos, Dr House, ele diz o seguinte: "Você pode viver com dignidade, mas você não morre com dignidade." Percebemos que essa frase tem fundamento, no momento em que estamos vulneráveis, ali, sozinhos, sem que haja ninguém que compreenda exatamente o que se passa com você, tentam fazer o melhor que podem, mas não conseguem, e você morre, sozinho, sem que haja nenhum tipo de dignidade nisso, porque na morte não há garantias de uma bela partida, com anjos cantando à sua volta. A morte é dura, ela quebra o ser, ela molda os que se vão, e os que ficam, mais ainda os que ficam. A morte mata os vivos, e mata os que ficam vivos, deixando-os vivos.
Hoje eu senti que morreria, mas foi só dor, insuportável, mas ainda foi dor, não foi o meu momento de morrer sem dignidade, de estar sozinho, de chegar lá sozinho, porque é certo que, nascemos sozinhos, e morreremos sozinhos, essa é nossa garantia, que dignidade há na dor e na morte? A dor vem e te leva, e como um barco à deriva, você pode ficar perdido nesse momento tão cruel e indigno da sua vida tão passageira quanto as tempestades de verão.



Texto escrito por Dayvs


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