
A essa hora, trevas vem cercar, a solidão sai do seu lugar e me inquieta, me empurra de cama abaixo. Maldita solidão que me faz enxergar o futuro com receio.
Olho o relógio, o tempo parou, a noite é breu, e não há nenhuma lenda, a verdade? Não sei o que é verdade, mas também não é lenda. Não estás me entendendo, sei que não estás, mas é por não me entender que me entendes um pouco.
Se queres julgar um homem a essa altura da noite e que dança com a maldita solidão, vai em frente, enfrenta tua bondade e me julga, ou me joga, joga no meu rosto tuas palavras infames que não queres guardar, porque julgar é mais fácil.
Não sinta pena, sinta dó, que é a mesma coisa em lugares diferentes. Não me julgue, me mate, me ponha na pilha velha de livros amontoados em seu armário velho. Ou prefreres, quem sabe... me trancar no seu coração? Fique a vontade para escolher. Quer café, ou chá? Nenhum dos dois é conveniente a essa hora. Um te faria perder o sono, o outro... não sei.
Pra falar a verdade, a essa hora da noite... eu deveria estar no quinto sono, mas ainda estou sentado à beira da cama involuntariamente, conversando com a maldita solidão.
(Dayvs)
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Maldita solidão
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